GOIÂNIA GOIANÉSIA VIA PIRENÓPOLIS 03/SET/2016



“VENDO MTB 29 GHOST E SPEED GHOST TODA SHIMANO 105”

Meu primeiro pensamento ao começar a preparação para esta viagem foi: 
“Quero voltar a escrever e fazer o relato desses dois dias sob a ótica da amizade”.
Um turbilhão de outros pensamentos nos causa ansiedade a cada nova oportunidade de nos reunirmos para um fim de semana de pedal e muita “presepada”, nossa marca registrada.  -   CARLOS FREITAS





Em tempos de tanta tecnologia e o aplicativo Strava evidenciando performances cada vez mais apuradas, gostaria de convidá-los, caros leitores e amigos, a deixar de lado esses números e mergulharmos em momentos de verdadeiro prazer em pedalar com amigos. Afinal, nos definimos assim, UM BANDO DE AMIGOS UNIDOS EM TORNO DO MOUNTAIN BIKE. 

Sim, pedalar até “Piri” nos dias de hoje ou até mesmo fazer pedais com quilometragens extensas, tornou-se algo corriqueiro para a grande maioria dos amantes do ciclismo em suas mais diversas modalidades.

Eram 03h15min da madrugada de sábado, 03/Set/2016 quando meu celular despertou. Putz queria dormir, mas aquele pensamento inicial me estimulava a sair da cama e partir para momentos, tinha certeza, inesquecíveis, mas confesso que a expectativa inicial ainda me deixava, de certa forma, ansioso. Vivemos dias difíceis, semana de muitos acontecimentos, incertezas geradas pela crise que o país atravessa, enfim, sabia que precisávamos deixar os contratempos e estresse da semana de lato e vivenciarmos da melhor forma esse momento.
Fernando (Pombão) e eu combinamos de nos encontrar as 04h40min no cruzamento das avenidas T-63 com T-4. Assim, após cuidar de tudo em casa, oração feita, parti. A insegurança por sair pedalando pelas ruas da cidade neste horário foi substituída pela alegria de estarmos mais uma vez a caminho de um fim de semana que prometia. O ponto de encontro para nossa “largada” seria no posto da Praça Walter Santos pontualmente as 05h00min rumo a “Piri”. Para minha surpresa Pombão não apareceu e muito menos atendia o celular. Estacionei minha bike quase dentro da Drogaria, sempre atendo ao que acontecia nos arredores. Quase 05h00min e eu ali, sem notícias, quando recebo ligação do Nilsinho. Pombão dormiu e está atrasado, vou descer e partimos, ele vai de carro e nos encontra um pouco à frente. Bem, pelo menos não tinha acontecido nada além de um amigo dorminhoco, aliás, “grávidos” sentem muito sono. Normal. 



No posto já nos esperavam Romar, Derubio, Paulo Tapete, Bruno Sinhá, Guilherme Cicloval e sua maletinha de “manicure”, Victor Ribas (famoso Mandioca), Helinho e Xingu. Logo à frente se juntaram a nós Weldes Jr (Zoião), Pombão e por fim Renato, na sua primeira viagem com o grupo.
“Furos” na largada: Weldas, André Perfect e Auriam. Este último já sabemos que a idade não permite mais nossas “latadas”....hehehehe 
 



Temperatura amena, o sol aos poucos dando o ar de sua graça e lentamente o grupo começava a interagir, não sem antes algumas reclamações sobre o ritmo um pouco mais acelerado imposto inicialmente pelos nossos “Elites”.

Nosso objetivo inicial seria Nerópolis, café da manhã em uma padaria logo na entrada da cidade que foi preparado de forma muito gentil e prestativa pela Sra Marlene. Na saída, com carinho, nos ofereceu uma penca de bananas.
Devidamente abastecidos seguimos desta feita utilizando parte do trajeto traçado pelos organizadores da prova “Bike Mind”. Estradinha de chão batido, alguns quilômetros de estradão, porém com menos elevação com intuito de alcançarmos a pequena cidade de Campo Limpo sem sobressaltos. Logo na saída de Nerópolis a primeira gracinha do Sr Romar. No meio do nada uma escadaria e ele resolve brincar de descer os degraus, inicialmente meio perplexos, sem entender o desvio de rota, ninguém entendeu nada quando ele, inadvertidamente, subiu por uma rampa lateral. Ora, o GPS não estava com ele, aonde esse “gorduxo” iria naquela altura da viagem? Claro, quebrar o clima e chamar a todos para o que realmente importa em nossos pedais, “diversão”. 

Simbora, temos chão pela frente. Enquanto isso Bruno, Guilherme, Paulo Tapete e Derúbio vão contanto as suas experiências ao passarem por ali na prova que citei logo acima. Competir em maratonas não é tão fácil como parece e a “quebra” pode ser inevitável. Somos meio avessos a estradões de chão batido, a conversa nos ajudou a transpormos essa parte chata do pedal e logo estaríamos em Campo Limpo. Nosso maior desafio, porém, era fazer com que o grupo andasse o mais compacto possível, aliviando o peso já sentido por Xingu (Se recuperando ainda de uma pequena intervenção cirúrgica).
Passamos rapidamente por Campo Limpo, reabastecemos nossas caramanholas e miramos a famosa “Subida do Tatu” (sinceramente não sei o motivo deste nome). Já no inicio Xingu e Romar decidiram poupar energia e subiram protestando com suas bikes. Eu, por minha vez, tive a companhia de Paulo Tapete, que, conversando comigo enquanto subíamos me “levou” até o topo. Agora era esperar os dois que “protestavam” e depois Romar consertar um pneu furado. 



Neste meio tempo um encontro inusitado, Paulo Guilherme, o PG e sua trupe Saracuras nos dá o ar da graça. Mandioca a essa altura já se dava por satisfeito, sua meta era bater Zoião e zerar a subida, estava magoado em ter perdido pra ela na sua primeira empreitada naquela região. Agora a alegria e satisfação eram duplas, Zoião que tinha prometido uma surra no garoto sobrou na subida enquanto Mandioca zerou com responsa. Se dando por satisfeito fez questão de logo dar um fim ao desafio ali mesmo. Claro, vai que no decorrer do dia Zoião se recupera!!!! Hehehe...
Mais alguns sobe e desce, encontro com um grupo de ciclistas de Anápolis e formamos finalmente o primeiro “pelote” para alcançarmos Interlândia onde almoçaríamos e teríamos um breve período de descanso. Bem, não sem antes, em dado momento, Pombão ziguezagueia no meio do “pelote” quase levando todos ao chão. Mandioca, meio no desespero tentando se agarrar ao capim na lateral da estrada, Renato assustado e todos se reequilibrando nas suas bikes novamente. Nada além de um pequeno susto pra acelerar ainda mais os batimentos cardíacos. Paramos já no asfalto que dá acesso a Interlândia e logo após chegam Xingu e Zoião, retardatários e o inexperiente Zoião gastando suas munições para chegar à frente do Xingu.

”Zoião é inocente, esperei pra dar a roda pra ele e o cara sprinta pra me deixar”.... Santa inocência, mal sabia o que o esperava até chegarmos em Pirenópolis. 


Pausa para o almoço em Interlândia, repor as energias e seguir até Piri para finalizarmos o dia. Brunão tirando seu primeiro cochilo do dia acompanhado por Tapete, Renato e Mandioca. O sol da tarde já castigava um pouco quando saímos dali. 



Estradão interminável, plano, costelas de vaca e muita poeira. Logo à frente reunimos em grupo e finalmente conseguimos andar juntos transpondo essa parte “chata” do pedal. Já na segunda metade o grupo deu uma “desligada” e o cansaço dava sinais que a chegada seria mais lenta. Em meio a paradas para saborearmos os cajuzinhos do cerrado, aproveitávamos para refrescar os “radiadores” que ferviam no calor escaldante. Zoião já dava sinais de que não seria tão fácil sua chegada a Piri e as piadinhas começavam a correr soltas. Chegamos a conclusão que ele fez sua preparação andando somente no Morro Feio, portanto seria mais sofrido. A cada inclinação do terreno, após transpormos o asfalto de Planalmira, “protestava” empurrando sua bike. Conclusão: Zoião não seguirá conosco amanhã, vai ligar e pedir resgate pra “Galega” ou seu pai. Mas seu habitual bom humor dizia o contrário. Vou continuar....hehehe 



Chegamos a Piri já no finalzinho da tarde, loucos por uma boa hidratação como de costume. Primeira parada no barzinho da ponte pra relaxar antes de chegarmos a pousada que nos receberia para descanso.
Café da manhã marcado para 5hrs do domingo na Padaria Patrícia, onde fomos recebidos com muito carinho pela sua proprietária de mesmo nome. Abriu a padaria exclusivamente pra nos receber, permitiu que colocássemos nossas bikes no salão e saboreamos nossa primeira refeição do dia a portas fechadas. Deixo aqui em nome do grupo, um agradecimento especial a Sra Patrícia pelo atendimento singular a nós dispensado. 

O dia prometia, uma ventania invadiu a madrugada de Piri amenizando o clima na nossa saída. De cara encaramos o ”Frota” e seguimos em direção à cachoeira das Araras. 



Zoião? Ficou na pousada e decidiu seguir sozinho pelo asfalto até Goianésia. Xingu, que também demonstrou cansaço no dia anterior, parecia recuperado e seguia com o grupo.
Logo depois da subida do Frota primeiro furo do dia, Mandioca, Bruno ficou dando suporte. O grupo esperava um pouco mais à frente quando Bruno chega sozinho. A bomba não estava funcionando pra encher o pneu, seria preciso alguém levar outra para resolver o problema. Porém não tivemos tempo. Mandioca chega meio “esbaforido” e muito nervoso, só entendemos o motivo depois. Ele tem medo de ficar sozinho e chegou pagando pra todo mundo.....hahahaha 

Piada interna...

Seguimos até a cachoeira das Araras sem sobressaltos. Ainda não tínhamos ideia do trajeto, era novidade para todos. A partir dali a coisa começou a mudar, o sol até então tímido começava a dar o ar de sua graça e o terreno cada vez mais íngreme e inóspito. Ah! Seriema adora isso, singles bastante técnicos, o que nos alegrava em meio a dificuldade de pedalar em alguns pequenos trechos. Estradão? Que nada, nos divertíamos muito.

Atravessamos a estradinha que dá acesso a cachoeira do Rosário e entramos para o lado oposto. Em dado momento acaba a estradinha e Guilherme meio surpreso ao ver Pombão andando em círculos com sua bike (Lendo GPS), diz: “Estamos perdidos?” Ora, essa é nossa marca registrada, se não tiver um “sustinho” e nos perdermos não é “latada Seriema”. Calma, logo estaremos na rota novamente. A partir dali Xingu começava a sentir um pouco mais o peso das subidas, claro, todos sentimos. 



A região é, pra nós, o paraíso do verdadeiro MTB, significa dizer que são trechos técnicos e que exige uma boa preparação. Subidas bastante duras e descidas curtas e técnicas, não dava muito tempo pra descansar a musculatura e nosso amigo “desligou”. Putz, no meio do nada, ainda faltavam alguns quilômetros para o primeiro povoado “Laje do Rio do Peixe”. Não dava pra empurrá-lo e estávamos em um vale onde só de via paredões, morros e mais morros. Nada de avistarmos uma mísera antena ou caixa d’água (Povoados sempre têm). 
Um furo meu e outro do Romar, fora as piadinhas de “pés duros”, etc... ajudaram a aliviar Xingu. Depois de um sobe e desce intermináveis, uma última descida divertida, “caímos” no POVOADO DA LAJE DO RIO DO PEIXE”. Pra nós um oásis no meio do nada! 
A padaria da Tia, emendada a um boteco à sombra de árvores foi um verdadeiro refrigério. A Tia não sabia o que fazer e acho que nunca tinha visto tanta gente com sede e fome. Em meio a salgadinhos que ela esquentou na hora, chegou a nos oferecer até carne assada. Calma Tia, ainda temos chão pela frente. Passava das 11hrs da manhã e não tínhamos andado metade do percurso do dia.
Xingu deu PT, esparramou no chão e tratamos de organizar um resgate pra ele a partir dali. Um Senhorzinho apareceu em uma Biz e fez o maior corre pra achar um transporte que levaria nosso amigo até Goianésia. Em um frenético vai e vem passava pra dar notícias do rapaz que estaria almoçando e partiria para Goianésia levando nosso “presunto”....hehehe. Havíamos andado pouco mais de 30km e a pergunta recorrente era quanto ainda faltava. As pessoas do lugar especulavam: Saíram de onde? Nossa ainda falta “um tanto” até Goianésia...Ah! Vocês não vão por asfalto? Vixe, sobe muito até lá. Sempre palavras de conforto e estímulo. 



Refeitos da primeira empreitada e transporte confirmado para Xingu, partimos em direção ao Distrito de Lagolândia, próximo dali. Derubio não parava de falar, concluímos que tomou cerveja “batizada” no boteco da Tia. A Ideia era pararmos apenas para comprar um pacote de gelo e resfriar nossas caramanholas. A água que bebíamos parecia perto do seu ponto de ebulição. Mais subidas e algumas poucas descidas e lá estávamos em Lagolândia. Paramos em um mercadinho na esquina da praça central e o perfume que vinha da churrasqueira colocada estrategicamente na varanda do estabelecimento nos hipnotizava a todos. Um rapaz sentado em sua motocicleta, com ar de espanto e sem entender muito de onde havíamos saído, logo fez o seguinte comentário ao ver a bike do Pombão: “Olha, o amortecedor da bicicleta dele é só de um lado”. 
Como não poderia deixar de ser, mais uma vez movimentamos o lugar e enquanto Romar e outros tentavam quebrar a barra de gelo de forma que coubessem em nossas caramanholas ouvimos um barulho parecido com um tiro.

Que nada, o pneu traseiro da bike do Nilsinho tinha literalmente explodido, assim mesmo, do nada. De pronto o Senhor que cuidava da churrasqueira, observando disse: “Vixe, agora quero ver como vão consertar isso”. Senti um ar de desafio e incredulidade nas suas palavras. Como quem diz “quero ver a mágica pra vocês saírem daqui”. 
 





Mecânicos de plantão, Romar, Guilherme e o próprio Nilsinho logo trataram de providenciar recortes de uma garrafa pet para fazer um manchão. Seria simples se o pneu não tivesse rasgado justamente na linha onde é fixado na borda do aro. Espírito de “MacGyver” baixou ali e com alguns “taraps” amarraram o pneu. Devidamente emudecido o Senhor desconfiado, seguimos nossa viagem. Antes, porém, alguém pergunta a um rapaz que a tudo observava como se chama aquele lugar, se é distrito ou município. Estamos em Lagolândia, distrito de Pirenópolis. Putz, andamos uma manhã inteira, já passava das 13hrs e ainda não havíamos saído do município de Piri. “uai, credo, uai!!!” Que município grande e cheio de morros inacabáveis!!!

Ainda faltavam pouco menos de 50km para nosso objetivo. Simbora, vamos ao que viemos, pedalar e nos divertirmos.
A partir dali em meio a tímidas brincadeiras a concentração no pedal se fazia necessária. Há que se ressaltar o espírito de grupo e a amizade evidenciados de forma, por vezes, velada. Sim, havia de forma implícita uma preocupação geral com o estado físico de cada um. O Desgaste era grande debaixo de um sol que castigava em meio a muita poeira. À tarde os GPS registravam 40grasu.

Vale lembrar que não fazíamos ideia do que teríamos pela frente, visto que nenhum de nós havia passado por aquela região ainda. Por vezes pensávamos que nunca mais pararíamos de subir. Romar, mudou um dito popular: “Tio, complete a frase – Depois de uma subida sempre vem???...” Enganou-se quem pensou que seria uma descida. Pelo contrário, naquele lugar depois de uma subida sempre vem outra e mais íngreme ainda. No meio de uma delas encontro o Mandioca saboreando à sombra de uma arvorezinha o que havia restado de um pão com presunto e queijo do nosso café da manhã. Parei e pedi um pedaço, ele estendeu o braço e perguntei se não tinha uma geleia de morangos pra acompanhar. De pronto respondeu: “Tem melzinho”, aqueles de tirinhas que se compra em qualquer mercadinho. Cara, confesso que foi o melhor pão com “geleia de melzinho” que comi....hehehehe 

Continuávamos subindo e em um pequeno espaço plano cruzamos com um senhor, morador da região passeando com seus dois cachorros. “Oceis tão animados,hein! Pra onde vão? Vamos pra Goianésia. Vixe, animados mesmo pra encarar essa “subidaiada” aí na frente”. Mais palavras de conforto e estímulo....Muito bom! 

Nilsinho observa: -Estamos subindo muito, em algum ponto vamos ter que descer, passamos do nível da cidade. Experiência de quem já participou de várias cicloviagens. Claro, ele estava certo. Logo começamos a nos divertir um pouco com longas e deliciosas descidas. Mais um pneu furado, desta feita o mesmo que foi amarrado com “tarap”, bike do Nilsinho. 

Logo à frente nos juntamos ao grupo e juntos demos o sprint final atingindo a GO que nos levaria a chácara da família do Pombão.


Ao chegarmos, já estavam Xingu e Zoião reunidos à família do Pombão. Zoião me confidenciou que em dado momento de seu pedal Piri/Goianésia sentiu o peso do sol e a distância.
“Carlão, sobe demais e tive que parar debaixo de uma árvore na esperança de que alguém passasse e me tirasse dali. Tinha andado 35km, agora era terra e ainda faltavam aproximadamente 40km. Não sabia o que fazer quando avistei um carro vindo em minha direção. Fiz sinal e o carro parou, não acreditei que o meu resgate seria o mesmo que estava levando Xingu. A alegria e emoção foram tamanhas que rolou até uma lágrima nos olhos”. 



Brincadeiras e emoções à parte, quero ressaltar o espírito de grupo, a generosidade, sinceridade ao reconhecer suas limitações físicas demonstradas por esses dois grandes AMIGOS. Saber reconhecer os próprios limites é tarefa para os nobres de coração. Demonstraram, além disso, preocupação com o grupo. Vocês são realmente “diferenciados”, como bem disse Zoião. Deixo aqui, em nome do grupo Seriema Pedal, nossa admiração e carinho.
Chegamos por vota das 17hrs com a sensação de prazer e dever cumprido, sentimentos inenarráveis. Fomos mais uma vez recebidos com muito carinho pela família de nosso amigo Pombão e uma deliciosa feijoada preparada pela Marlene, cozinheira de mão cheia. 
Nosso motorista/resgate de longa data, Sr. Chico, preparava peixe frito que ele mesmo havia pescado em um dos lagos da chácara. Sentimento de gratidão por tanto carinho dedicado de forma especial a cada um de nós. 

Agradeço a Deus por me conceder saúde, permitindo, pela sua graça, viver momentos de intensa alegria. A todos, que mesmo de longe, oram e torcem por nós. Meu mais sincero agradecimento ao grupo. Mais uma vez nos superamos. Não em quilometragem ou performance em pedais. Nos superamos sim, na amizade e na cumplicidade fortalecidas e revigoradas a cada “viagem”. Em especial ao novo amigo Guilherme Cicloval pela preocupação com o “velhinho” aqui. Renato e Mandioca, devidamente inseridos no espírito do grupo também foram grata surpresa. 

Ah! A frase em negrito no início da narrativa foi apenas uma brincadeira do Xingu em nosso grupo de whatsapp. Na segunda-feira após o pedal, claro.....hehehehe
E você, ainda quer saber os números do fim de semana no Strava? 

Sou Carlos Freitas, amante do MTB e das boas amizades proporcionadas pelo prazer de pedalar.
Seriema Pedal....root’s
“A alegria de ter vencido um desafio difícil se irradia no corpo e sentimos que estamos leves, fortes e amplos.” (Frase retirada do artigo “Prazer, dor e emoções”)






 

15 Comentários para "GOIÂNIA GOIANÉSIA VIA PIRENÓPOLIS 03/SET/2016 "

Victor Ribas disse...

Oooo presepada boa! Parabéns pelo relato Carlão eu agradeço todos os dias em fazer parte desse grupo! Que venham as próximas

Anônimo disse...

Sempre juntos!!!
Carlão.

Washington disse...

Primeiramente, Boa tarde.
Tive a honra de conhecer duas pessoas fantásticas desse grupo! Mestre Carlão, e contra mestre Renato (Rsrsrs), pessoas de um coração enorme. Esse espirito aventureiro que tem conquistado cada vez mais jovens, crianças, adulto a se apaixonarem pelo MTB! Continuem com esse espirito de aventura, amizade, companheirismo, e muito trote uns nós outros.
Parabéns a todos que fizeram maravilhoso pedal, SERIEMA estão de parabéns.
Espero poder pedalar com vcs em breve.

Lucia Costa disse...

Parabéns bikeiros de Goiânia! Parabens Carlos Freitas! Essa emoção é só pra quem conhece e sabe viver e sentir essa sensação de fazer uma trilha!

Lúcia Costa
luciacostabrasil@hotmal.com

Anônimo disse...

Meus amigos foi muito massa esta última viagem,primeira parte já muito conhecido sem delongas,mas a nova trilha é de tirar o chapéu.
Agora vamos treinar para próximas .....
Valeu.... que continuemos .
Paulo Tapete
@paulotapete

Anônimo disse...

Impossível descrever as emoções vividas nesse pedal! Simplesmente, fantástico!Parabéns a todos nós, este "bando" de amigos amantes do MTB! Descreveu muito bem Carlão...

Renato Ornelas

Jean Tavares disse...

Aí sim...!!!
Ainda não tive o prazer de participar de uma viagem... Porém, aumenta cada vez mais a minha vontade quando leio e fico sabendo das histórias das viagens. Com certeza a experiência é sem igual para cada um.
Parabéns a todos!!!

Gustavo Primo disse...

Parabéns a todos os guerreiros que toparam o desafio. Inedependente de terem chegado pedalando, são heróis só de terem topado ir na empreitada.
Inveja é mato de não ter ido nesta com vcs.
Na próxima, estaremos juntos!
Parabéns ao Carlão pelo texto fidedigno sobre a aventura.
Parabéns aos guerreiros pelo desafio vencido!!
Mudin

Helin GTT disse...

Ufa...texto grande, que nada pela viagem que nos proporciona a leitura e nos faz lembrar até com saudades da presepada, vale a pena cada palavra lida.
Parabéns Carlão, parabéns a todos sem distinção de mais forte ou menos forte; guerreiros desbravadores sim todos, com o mesmo mérito!!!

Helinkhs

Wellington Oliveira disse...

Ola Seriemas !!
Amigos que texto incrível, me senti pedalado com vcs nesta ciclo, parabéns Carlão pelo relato, parabéns a todos que fizeram a viajem e também aos que não concluíram vcs todos são guerreiros do MTB, que isso inspire mais pessoa a sair da sua zona de conforto e tentar fazer algo isso mostra que podemos mesmo com essas dificuldade que passa o pais fazer algo para nossa almas.
MTB PARA SEMPRE!!!!!
CARLÃO VC E CARA!!

fernando lopes disse...

Foi massa galera!!! Segundo dia sempre compensando o primeiro!!
Valeu guerreiros!!
Pombo voador

Romarbike disse...

Bora fazer um pedal pra goianesia? Pedal de boa, vamos mudar uum passando por piri, relaxa vai ser tranquilo. kkkkk sempre escuto essa frase em todas as viagens, e sempre a empreitada e melhor que aoutra. Como diz o Sandro quanto pior melhor! Entao foi top.

Anônimo disse...

Como sempre, uma incrível presepada. O segundo dia foi sim de um percurso desafiafor, que faz jus ao legítimo MTB . Top demais!!!!
Parabéns pelo relato Carlão. Fiel e instigador!


Nilsinho

Anônimo disse...

Lendo esse relato que faz a gente se sentir quase pedalando com vocês e vendo as fotos lindas, confesso que fiquei encantada com este pedal! Parabéns a todos guerreiros brutos e dá para sentir o companheirismo imenso entre os integrantes do grupo. Já fiz Goiânia/Pirenópolis e amei, sou adepta ao estradão, mas vendo as fotos e relato do Carlão sobre o 2º dia de pedal com trechos mais técnicos, vem uma curiosa vontade de fazer, como dizem, o verdadeiro MTB rsrsrs. Este misto de superação/alegria/convivência amiga que a gente sente no final de um longo pedal não tem preço. Mais uma vez PARABÉNS para cada um!

Madalena Valoz

Samira Beérigo disse...

Fiquei impressionada com seu relato, Carlão! No mesmo dia, estávamos pedalando a caminho de Itaberaí, eu, Antônio e Tavares. Durante o percurso sempre lembramos de vocês nesse pedal, que por sinal foi maravilhoso! Como sempre, Deus estava no comando guiando e amparando vocês! Parabéns a você pela sensibilidade de expressar aqui essa trajetória e a todos que participaram com seriedade e determinação! Um grupo como este, onde a união e a amizade prevalece, é digno de honras! Parabéns, parabéns, parabéns!

Samira Beérigo