Eu contra eu mesmo - Desafio da Macaca 2015



Desafio da Macaca. Está aí uma prova porreta que entrou, definitivamente, para o calendário firme dos Seriemas. Lá tem o que a gente gosta: MONTANHAS! MUITAS MONTANHAS!
Aquela região de Bonfinópolis/Caldazinha é velha conhecida dos Mountain Bikers. Local de disputas espetaculares entre atletas tops. Reza uma lenda, inclusive, de que foi o local onde, pela primeira vez, Maurício Fontenelle conseguiu ganhar uma corrida da lenda Abraão Azevedo. Naqueles tempos, ainda existia o "Empurrópolis Original".

Não há um mountain biker sequer que não seja meio traumatizado com aquela região. Que não tenha dado uma quebrada alguma vez na vida. 
E, como não poderia ser diferente, a prova do Desafio da Macaca 2015 fez jus às palavras "Desafio".
A semana da prova já deixou muita gente preocupado. Poucos sabem, mas em Brasília foi decretado estado de calamidade pública por conta da altíssima temperatura em conjunto com a baixíssima umidade. Alguns de nós até resolveu abortar os treinos da semana para não se desgastar demasiadamente.

Eu (Mudinho), Derúbio, Paulo Tapete e Larissa fomos os membros que topamos o Desafio. 
Largada pontual e já em uma subida que tratou de separar os "homi dus minino". 
Ali, o psicológico já fica meio abalado. 
O calor. 
A secura. 
A inclinação da subida. 
O tiro que os concorrentes dão na frente.
A água que já nem está mais gelada.
As pernas já doendo ali na primeira subida...e sabendo que tem MUITA COISA pela frente!
Tudo isso faz com que a palavra desistir fique latejando na mente. 
Voltar para o abrigo do lar. 
Ou mesmo para a área da largada. 
Tomar um refrigerante (ou ceveja) gelado(a). 
Descansar. 
Voltar à zona de conforto...
Nessa hora, a conclusão é uma só: meu maior inimigo sou eu. 
Definitivamente!

E o esforço acaba passando a ser concentrado na luta contra a parte do "eu" que insiste em dizer: 
"-Larga mão disso. Vá para casa. Isso não te leva a NADA!" 
E enquanto a gente se debate, vão se passando as pirambeiras. Vão se passando as paisagens. Vão se passando os concorrentes. E as recompensas de se estar ali vão aparecendo.
Passamos por amigos que estão na torcida no meio do caminho. 
E ali a gente se fortalece contra esse "eu" que insiste em querer nos manter na zona de conforto. 
E quando se passa por um obstáculo monstro como é a tal da Subida da Macaca, a glória é certa. 
Quando se chega na linha de chegada então....mesmo sem pódio, o gosto de vitória é a maior de todas as recompensas. 
"EU ME VENCI!"

E devo dizer que uma característica comum nos Seriemas é justamente essa: lutarmos bravamente contra a nossa parte que quer nos manter quietinhos em baixo das cobertas. Não é todo dia  que conseguimos vencê-la. Às vezes acabamos com fadiga excessiva. Às vezes não conseguimos levantar. Às vezes caímos nas pirambeiras. 
Mas uma coisa é certa entre os Seriemas: somos todos guerreiros ao encararmos nós mesmos. 
E a prova foi top! Especialmente pelo carinho que a galera do Pedal BNF tem pelo bando. 
E com certeza, em 2015 estaremos lá de novo!!!!
Em tempo...agradecimentos especiais aos demais seriemas que deram muita força na torcida: Romar, Nilsinho, Rafael Carvão e Thiago Sussu. 
Agradecimento especial ao Derúbio por ter feito companhia à minha pessoa em boa parte do percurso com incentivos e parabéns especiais ao Paulo Tapete e Larissa, que fizeram honrados pódios na prova.

Por Gustavo Mudinho 
Seriema Pedal Roots!
Fotografias: Nilsinho Braz 
(cortesia Bikegiro)

4 Comentários para "Eu contra eu mesmo - Desafio da Macaca 2015"

Larissa Danielly disse...

Eu contra eu mesmo fato! Vale a pena demais depois que concluímos o desafio pessoal! Eu na minha loucura fiz o percurso completo do meu jeito, mas, fiz! Hehe..... Seriema é isso ter coragem! Que venham ls proximos!

PAULO HENRIQUE G. FREITAS disse...

Valeu Guga, essas provas mais duras é que o nossas pedaladas sobressaem. Parabéns à todos envolvidos. Paulo tapete

Anônimo disse...

deve ter sido uma prova duríssima
Próximo ano com certeza irei pra brincar e/ou sofre igual aos demais!
Valeu bando

Romarbike disse...

foi bom voltar a bomfim depois de anos, e ver tudo diferente. temos que voltar mais vezes, sempre falo isso.